Fabrício Rodrigues estreia comentários de temas atuais no 90.1 Notícias; tema desta quarta-feira foi O Bolsa Brasil e o impacto no mercado financeiro

Escrito por em 20/10/2021

Fabrício Rodrigues, graduado em Gestão Pública, Especialista em Ciências Políticas e Especialista em Gestão de Pessoas na Administração Pública,  estreou comentários nesta quarta-feira, 20 de outubro, no 90.1 Notícias, da Ventura FM. Atualmente Fabrício trabalha na área de treinamentos, desenvolvendo cursos e palestras, com ênfase no desenvolvimento humano e no aperfeiçoamento, além de temas voltados à administração pública ou privada.

Fabrício Rodrigues é aluno especial na pós-graduação da Unesp-Bauru em Comunicação. Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP/SP, na Cátedra Otávio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e  Diversidade, coordenado pelo Professor Muniz Sodré, O grupo está trabalhando no tema “Ser Brasileiro Hoje: Diversidade e Democracia”, em parceria com o jornal Folha de São  Paulo. A pesquisa terá duração de um ano e resultará em e-book com os trabalhos dos pesquisadores.

O tema de hoje

O Bolsa Brasil e o impacto no mercado financeiro

O Governo trabalha para implantar o novo Bolsa Família, renomeado de Bolsa Brasil, o valor aprovado é de R$ 400,00, o problema é que neste momento não fica claro de onde este o recurso viria, em paralelo o governo trabalha para dar um “calote” nos precatórios, que são sentenças já transitada em julgado que o Governo Federal é obrigado a pagar. A PEC 23/21 dos precatórios quer limitar o pagamento á 40 bilhões por ano, assim jogando para o ano seguinte o restante da dívida.

Sou defensor de uma renda básica universal, para auxiliar os que mais precisam, porém é algo que precisa ser planejado, e com corte nos privilégios dos políticos e alto escalão do funcionalismo público, não cortar de quem ganha dois ou três salários e sim de quem está próximo ou no teto do funcionalismo público, cortar todas as regalias para políticos, hoje um deputado tem cota parlamentar, cotão, auxilio paletó, auxilio moradia, auxilio mudança, entre outros. A reação do mercado financeiro com a queda de mais de 3% da Bolsa de valores e   alta do Dólar não foram pela a provação do Bolsa Brasil, mas sim pela tentativa de furar o teto de gastos ou de dar calote nos precatórios.

Está tramitando no Congresso a PEC 32/20 da Reforma Administrativa, esta é a chance do Governo Federal promover mudanças significativas e espaço orçamentário para o Bolsa Brasil, mas inesperadamente foi retirada da PEC a emenda antiprivilegio, proposta pelo deputado Kim Kataguiri, que entre outros pontos acabava com o supersalários, férias de 60 dias e aposentadoria compulsória, este trecho traria mais igualdade e justiça para o funcionalismo público e economizaria recursos importantes, claro que existem pontos na Reforma Administrativa que eu não concordo plenamente, como a queda da estabilidade, pois poderia em tese facilitar perseguições políticas, e este ponto deve cair no plenário.

Toda vez que o Governo demonstrar não ter responsabilidade fiscal a Bolsa de Valores e o Dólar vão reagir, e está reação será sempre negativa para os brasileiros, causando sérios danos a nossa ainda fragilizada economia. Muitos perguntam, o que a Bolsa e o dólar têm a ver com o meu dia-a-dia? Dólar alto significa, custos mais altos para o setor produtivo, encarece o transporte, pois a Petrobras usar o preço internacional, baseado em dólar para precificar os combustíveis, e isso desencadeia uma alta em todos os produtos, que faz com que a inflação aumente e o dinheiro do trabalhador tenha cada vez menos poder de compra.

Esta reação acontece porque o investidor perde a confiança no país, retira seus investimentos e leva para países que lhe darão mais previsibilidade, com menos investimentos o custo-país fica mais alto, para que a economia volte a crescer o Governo precisa cortar gastos e aprovar reformas importante, e um das prioridades deve ser a reforma tributária, que nestas primeiras discussões não muda nada, vejo como apenas um “ajuntamento de tributos”.


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