Queiroga politiza imunizantes e São Paulo coloca vacina à disposição de estados; presidente ligou para pai da criança de Lençóis Paulista

Escrito por em 21/01/2022

No mesmo dia em que a Anvisa aprovou o uso da Coronavac para crianças, o governo Bolsonaro não só protelou a decisão de comprar as vacinas do Instituto Butantan como priorizou a politização de vacinas para crianças. Queiroga, na companhia da ministra Damares Alves, esteve nesta quinta-feira em Botucatu para visitar a criança de 10 anos que se vacinou com a pediátrica da Pfizer em Lençóis Paulista e passou mal 12 horas depois. No entanto, uma análise concluída pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de SP concluiu que a menina possui uma doença congênita rara, que era desconhecida pela família até então. Mesmo assim, Damares e Queiroga usaram o caso para fazer campanha contra a vacinação para crianças – alinhados com as diretrizes de Bolsonaro: a ministra publicou nas redes sociais a sua visita, junto com o ministro da Saúde – além de uma ligação do presidente Bolsonaro para a família. A divulgação da visita, mesmo após a conclusão do governo de São Paulo descartando reação adversa na menina, assustou políticos e autoridades sanitárias que esperavam para ontem uma decisão sobre a compra da Coronavac pelo governo federal.  Agora, há uma expectativa a respeito do que o governo federal fará com a Coronavac, aprovada nesta quinta-feira pela Anvisa para crianças a partir de 6 anos.

Nesta quinta-feira após a decisão da Anvisa, Queiroga disse que aguardava a publicação no Diário Oficial para decidir sobre a compra das vacinas. Fontes do Planalto ouvidas pelo blog de Andréia Sadi, há uma defesa contrária à compra por alguns setores dentro do governo, mas assessores afirmam que quem orienta essa decisão é o Ministério da Saúde. Portanto, ainda não sabem informar quando e se a compra será feita. No governo de São Paulo já havia uma expectativa de uma nova rodada de politização da Coronavac por parte de Bolsonaro. O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta sexta-feira que as vacinas estão à disposição para o ministério da Saúde fazer a aquisição. Mas, se isso não acontecer, ele disse que governadores poderão fazer a compra. O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que o governo federal não manifestou interesse em adquirir novas doses de CoronaVac. O Butantan possui 15 milhões de doses prontas da vacina contra a Covid-19. Na noite desta quinta-feira, o Consórcio Nordeste cobrou “urgência” a Queiroga na compra de vacinas CoronaVac pelo Ministério da Saúde para imunizar crianças e adolescentes.


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